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No
ano de 1985, na UFAM, durante o FUM - Festival
Universitário de Música foi criado um prêmio
para a melhor torcida com o objetivo de alegrar o festival, pois ele
andava muito desprestigiado. Um grupo de alunos do curso de Agronomia
se interessaram pelo prêmio e queriam que o curso inscrevesse
a torcida da agronomia, diante dessa situação foi convocada
uma assembléia geral para decidir pela participação
e escolher o nome da torcida.
As
atenções ficaram voltadas para dois nomes: Dragões
da Agronomia (nome sugerido por um grupo de alunos que não
levavam desaforo para casa) e Agronomia meu Amor
(nome sugerido por um grupo de meninas denominadas "kombis"
por não apresentar bundas protuberantes). O resultado foi a
vitória esmagadora dos Dragões, caracterizando assim
a primeira de uma série de vitórias.
O
nome Dragões da Agronomia vem do fato dos membros fundadores
apresentarem sempre olhos vermelhos e "soltarem fogo pela boca".
No primeiro ano de competição, a torcida dos Dragões
saiu de sua caverna para torcer por duas músicas, sendo a primeira
interpretada pelo professor Neliton Marques e a segunda pela discente
Mara Caldas (aluna do curso de Agronomia).
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Nesse
ano, a torcida apresentou como alegoria principal, um Dragão
com estrutura de arame e ripas de madeira coberto com espuma e tecido
de algodão, a cabeção possuía 1,2 m de diâmetro
e o corpo 12 m de comprimento (construído pelo discente zezinho).
Além do Dragão, foi confeccionadas camisas com estampa
do Dragão, Cartazes, Bandeiras, confetes e muita loló.
Durante
o festival, o Dragão circulava entre o público com a torcida
dentro dele e soltava fumaça pela boca (usou-se um extintor de
incêndio para produzir a fumaça). Mesmo concorrendo com
mais quatro torcidas (Odontologia, Medicina, Tecnologia e Comunicação
Social) os Dragões foram os grades vencedores.
As
músicas pelas quais Os Dragões estavam torcendo foram
desclassificadas. A do professor Neliton foi eliminada logo na primeira
fase e a da aluna Mara Caldas que foi a vencedora do FUM foi eliminada
por ter sido plagio, mas mesmo assim ela foi escolhida a interprete
revelação.
Nos
anos seguintes foram só vitórias. Por sua alegria, dinamismo
e a maneira cômica de protestar. Os Dragões atraíram
a simpatia de alunos de outros cursos e também de pessoas externa
a comunidade acadêmica. Contudo, ele também despertou a
inveja de muitas pessoas, principalmente daquelas que organizam o FUM.
E com a desculpa de que embora a torcida estivesse sempre presente aos
Festivais, outras torcidas deveriam ser premiadas, pois caso contrário
quebraria o clima de competição. |
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Desse
modo, Os Dragões tiveram sua primeira derrota que foi para
a Odontoalegria, torcida dos alunos do curso de Odontologia que apresentou
como alegoria principal um dente com 1,5 metros de altura feito de
isopor, depois foi para a torcida do quito, que apresentou um mosquito
confeccionado a partir de um orelhão de telefone.
Com essas
derrotas, o Dragão foi todo reformado e novas alegorias confeccionadas,
então, Os Dragões voltaram a vencer.
No
último festival (realizado no ano de 2003), os dirigentes do
DCE voltaram a descarregar a sua inveja contra Os Dragões. Mesmo
tendo ele aparecido sozinho nos dois primeiros dias do festival, uma
outra torcida foi criada e inscrita no terceiro dia, com data retroativa,
não apresentaram nenhuma alegoria, e foi a vencedora. Quando
a presidente do DCE e também organizadora FUM foi questionada
sobre tal posicionamente, a mesma ordenou que a Policia Militar batesse
nos alunos.
Dessa
maneira, o Festival foi encerrado com muita pancadaria e quebra-quebra
nas instalações da UFAM. |
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